21.10.06

Eu de mim!


Veja!
Mais uma vez é ele!
Esse eu que não pode vir fora de mim
Ele assim...
Um mim tão meu que dele ninguém pode falar,
Nem do amor, nem da dor, nem do despertar
É mar...
É por ele que sou eu
Sábio da psiquê e do mais holístico de ser
Esse eu
de mim!

17.10.06

Endymion

“…In the end, I'm enslaved by my dream
(…)
Where I'm all alone venial is life when you're but a dream
The book is still open, the pages as empty as me...”
(Jani Liimatainem)


A chuva já tinha borrado o lápis tanto quanto pôde
E o cansaço se sobrepunha a qualquer desejo de prosseguir.
Já era muito tarde e nem havia lua naquela noite
Um silêncio tão gélido abraçava o sereno
e juntos eram capazes de conservar também a dor.
Endymion não tinha luar para se banhar
E em sentinela espera contemplava a si,
sua tristeza e solidão!
...
E por que ela havia de imaginar
Que exausta encontraria
Um abraço tão afetuoso
Tanto carinho
Ainda quente e úmido...
Alma presente,
Presenteando...
...
E certamente Selene sangraria contigo
E sempre sangrará,
Sempre estará por perto,
Ainda que longe ou triste,
Porque quem faz chorar deve também acalentar
E Deus não é cruel
Sempre agrupa almas,
Mas não as separa até que possam sozinhas caminhar!

(Meu anjo obrigada por tanto carinho, por me fazer sentir melhor e pelo poder extraordinário de me fazer perceber que coincidências realmente não existem! :*) Te gosto um montão!!!)

Cronnus Nattus



"Ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der eu vou até a beira...
Besteira qualquer...
Nem choro mais, só levo a saudade, morena
É tudo que vale a pena" (Marcelo Camelo)


Eu vou à pé
E beiro uma besteira
Fruto de uma loucura qualquer
Nem sonho mais
Levo a saudade
e peco na única e última vontade
Porque é trasnfigurando
Que desfiguro o futuro
De recordações e antecipações.
E só olho os teus pés
Porque outros beijam os meus
E não sei para quê essas flores
Esse cheiro tão bom...
Se podendo parar,
se perdem eus em fantasias...
Mas nem se expande...
Nem choro mais
Só levo a saudade
De pés descalços, morena
um desejo e uma oração...
é tudo o que vale à pena!

11.10.06


"... E o coração continua ..."
(C. Drummond de Andrade)

8.10.06

Em tempo


É o tempo passando quase sem pena
E quem foi disse que ele iria parar?
Quem foi que disse que o rio ia congelar?
E a bela flor ia parar no momento em que fosse desabrochar,
Só para o meu capricho
Mel bel prazer
E uma pequena vonte de ver...

Quem foi que disse que algum sol deixaria de aquecer?
Ou que em algum momento algo demais seria por menos?
Quem disse?
Quem pôde ver?
Quem não pode sentir?
Ou fingir...

E o tempo passando sem pena
Voando, trançando em cipós tão negros
Quase se enroscando...
E embaralha
Escolhe e esconde toda a face de fim
De medo
E de verdades solitárias que apenas bebem
Em fontes vazias e inseguras

Mas não deve ser tão mal
Não deve ser fim
Talvez seja começo
Certo que aprendizado será
Será muito mais se tudo for bem menos
E se for pouco, então nada será!