6.2.07


Então vai...
Foge...
Eu confio no que é incerto.
Então vai...
Apaga...
Finge então que não é nada
Finge que a boca não fala
E finge melhor que não pensa nada
Vai então...
Esconde...
Oculta a face no espelho
Pra não mais enxergar por dentro
Oculta o medo e o tom de desespero
Na voz muda de teclas ocas e sem dó
Vai então...
Lança migalhas e deixe que os pássaros comam
Lança mão de toda dor pra ver jorrar alegria
Vai...
Passa por dentro do vazio pra sentir crescer
Tudo o que é certo dentro do véu do querer
Então...
Fecha os olhos
Fecha a porta
Inclina o tronco e estende a mão
Acelera o passo
Grita forte porque o silêncio é sangue e solidão...
Vai
Ergue a bandeira da imunidade
Canta e diz que já é tarde
Pra fazer do próprio cansaço força bruta
Peso líquido pra que seja então conforto
E a outras dores ampare
Fale
Deixe cair palavras como se fossem cinzas pelo chão
Cale...
Já é muito tarde
Deus quer sossego
Então agora
Cale
Abra a porta dos olhos à cegueira
E vá bem rápido
Porque já é tarde!

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Doidaaaaaaaaaa
Descobri hj q tu ta ficando poética... rsrs... pow, comeceia ale e lembrei das músicas do cd da Ana novo, vc se inspirou lá?!?!?!?
Ficou muito obm, gostei...
Amo-te pks!!!
Bjus

13/02/2007, 18:04  
Blogger Yna disse...

Kramba!!! gostei mesmo deste... apesar de ter me deixado meio angustiadinha... apertinho no coração... forças externas atuando no esterno do meiu peito... E agora... deixa um vazio meio rebrilhante no meu ser... Mas tudo bem... Mas só porque é de vc... HEHEHEHE

03/03/2007, 22:22  

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