Em tempo

É o tempo passando quase sem pena
E quem foi disse que ele iria parar?
Quem foi que disse que o rio ia congelar?
E a bela flor ia parar no momento em que fosse desabrochar,
Só para o meu capricho
Mel bel prazer
E uma pequena vonte de ver...
Quem foi que disse que algum sol deixaria de aquecer?
Ou que em algum momento algo demais seria por menos?
Quem disse?
Quem pôde ver?
Quem não pode sentir?
Ou fingir...
E o tempo passando sem pena
Voando, trançando em cipós tão negros
Quase se enroscando...
E embaralha
Escolhe e esconde toda a face de fim
De medo
E de verdades solitárias que apenas bebem
Em fontes vazias e inseguras
Mas não deve ser tão mal
Não deve ser fim
Talvez seja começo
Certo que aprendizado será
Será muito mais se tudo for bem menos
E se for pouco, então nada será!

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